... fragmentos de um tempo que nos deixa a alma como morta. Voltas e mais voltas que nos deixam com a vida em revolta; atitudes desoladoras e malfeitoras para o nosso ideal, que nos fecham a porta.Os passos apressados de quem não está disposto a voltar atrás. Correm uns , outros caminham. Pisam e repisam as calçadas, sujas das mágoas da gente que passa, mas que as águas do tempo teimam em lavar, deixando o pesadelo no sonho como uma alucinação temporária não minha.
É um pesadelo que no sonho não me deixa descansar.
É uma tormenta sempre atrás, que me impede de ficar, tenho medo de sair, tenho medo de não voltar. Tenho medos, mas enfrento o desafio como as águas de um rio que correm para o mar.
Tenho medo de me afogar nesse rio grande das emoções. Medo dos horizontes dos arco-íris e das solidões. Medo dos grandes silêncios e do lixo das estradas do destino. Das algemas que trituram a liberdade pelo medo ao hino da verdade.
Nessas grandes asas do acaso e do além, o medo nato da condição humana provém; porque, só os medos doentes podem levar à tortura, à morte do sonho das gentes, da sua liberdade, das suas mentes, e da sua grandiosidade…
Todos chegamos, um dia, como a água e vamo-nos como o vento.
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